Cerca de um mês após indicarem uma possível reaproximação, o clima entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira voltou a azedar. Neste sábado (4), o ex-parlamentar paulista criticou publicamente o aliado, acusando-o de agir com desrespeito e buscar vantagem política.
A reação de Eduardo veio depois que Nikolas respondeu com risadas (“kkk”) a um comentário envolvendo seu nome nas redes sociais. Incomodado, ele interpretou a atitude como deboche direcionado a ele e à sua família, elevando o tom das críticas.
A sequência de desentendimentos começou quando Nikolas compartilhou uma publicação com um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva falando sobre o Pix. Na legenda, o deputado fez críticas ao petista e atribuiu a criação da ferramenta ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A postagem gerou repercussão e críticas de aliados e influenciadores, que interpretaram o gesto como um movimento que poderia enfraquecer o apoio à possível candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro.
Em meio à discussão, um comentário do cientista político Silvio Grimaldi levou à resposta irônica de Nikolas, o que acabou desencadeando a reação mais dura de Eduardo. Ele afirmou que a visibilidade e a popularidade teriam influenciado negativamente o comportamento do deputado mineiro, acusando-o de impulsionar conteúdos de pessoas contrárias ao bolsonarismo.
Eduardo também sugeriu que Nikolas estaria contribuindo para isolar politicamente Flávio Bolsonaro dentro do próprio campo da direita, ao não demonstrar apoio explícito.
O deputado mineiro respondeu indiretamente ao compartilhar um vídeo de um dirigente jovem do PL defendendo a união entre aliados e destacando sua influência política, alertando para o risco de divisão interna.
A polêmica ganhou novos contornos com a entrada do deputado Mario Frias, que saiu em defesa de Eduardo. Segundo ele, o comportamento de Nikolas nas redes sociais favoreceria, ainda que de forma indireta, adversários políticos ao ampliar o alcance de conteúdos críticos ao bolsonarismo.
Frias argumentou que esse tipo de interação, mesmo sem ataque direto, pode impulsionar publicações por meio dos algoritmos das plataformas, ampliando a visibilidade de opositores.
O episódio evidencia novas fissuras dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em um momento em que lideranças da direita tentam articular unidade de olho nos próximos cenários eleitorais.